Arquivo para abril, 2008

Retirado do site oficial do Palmeiras

http://www.palmeiras.com.br/noticias/exibir_noticia.asp?Cod=968&Categoria=Futebol&Sub=Profissional

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No Futebol, a Batalha dos Direitos
    
Por Luiz Gonzaga Belluzzo                               

“Sou homem e nada do que é humano me é estranho.” (Homo sum et nihil humani a me alienum). A sabedoria dos soberbos trata a questão humano-futebolística com desdém. Terêncio e o maior admirador de sua frase não fariam cara feia diante da polêmica travada em torno do local do segundo jogo da semifinal do Paulistão.

Avaliada sob escrutínio dos critérios e valores da vida moderna - aqueles que felizmente sobrevivem aos freqüentes soluços da barbárie - a controvérsia político-esportiva foi, no mínimo, pedagógica em seu significado.  O desenvolvimento do conflito de opiniões, os pronunciamentos das autoridades, as críticas da mídia permitiram perceber que, entre o palestrinos, a questão crucial era a do reconhecimento de seus direitos. O Palmeiras nada mais fez do que assegurá-los. Ponto, parágrafo.

Fosse o gesto palmeirense interpretado como uma “vitória” na “guerra dos bastidores”, alcançada com o recurso da mobilização de autoridades, não valeria a pena. Nada valeria, porque, então, a alma seria pequena.  O uso secular do “cachimbo oligárquico” deixou torta a boca da turma habituada a tramar ardis nos subterrâneos da política para ganhar “fora do campo” e massacrar o direito dos adversários. Remember 1942.

Rejeitamos a “batalha dos pistolões”. Travamos uma guerra de argumentos, como cabe aos humanos que aceitam as regras do debate civilizado e desimpedido, sempre admitindo que os resultados possam contrariar nossos interesses mais imediatos. A chamada “mídia palestrina” compreendeu que o direito de disputar um dos jogos da semifinal no Palestra não garante a vitória sobre o São Paulo. Apenas estabelece o princípio básico da disputa esportiva moderna: a igualdade de condições entre os competidores.

Nos sites e blogs palestrinos espalhados na Internet, em muitos deles, percebo esse espírito de resistência, a recusa à submissão diante dos poderes que não querem ser interpelados e muito menos contrariados. Não importa se tais poderes estão abrigados no aparelho de Estado ou submersos na maquinaria das grandes empresas de comunicação. As prepotências da superioridade presumida e da espetacularização midiática encontram, agora, resistência na obstinação dos blogs e sites comprometidos com o esclarecimento de seu público torcedor.

Se o assunto é futebol, certa dose de maniqueísmo é quase inevitável. Mas há que conter os exageros. A maioria, no entanto, sem as pretensões dos “eleitos do saber e da opinião”, ao falar do jogo da bola e de seu clube protagoniza a luta pelo reconhecimento de sua condição de indivíduo livre e sujeito de direitos.

Há quem diga que o Brasil, ao promulgar a Constituição de 1988, entrou tardia e timidamente no clube dos países que apostaram na ampliação dos direitos e deveres da cidadania moderna.  É uma avaliação equivocada. Submetidos ao longo de mais de quatro séculos, à dialética do obscurecimento, aos paradoxos grotescos que regem a vida política e as relações de poder numa sociedade de senhoritos e seus asseclas, os brasileiros começam a desenvolver a autoconsciência própria do indivíduo moderno.”

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Realmente um belo texto.

Belluzzo tem o dom da palavra, discorre de forma inteligente sem ser rebuscado, o texto é de simples interpretação, e mostra claramente o valor real da defesa dos direitos de nosso mando de campo, bem como da importância da mídia palestrina em todo esse processo, subsidiando informações aos torcedores.

Um tapa com luva de pelica em todos aqueles que se julgam os donos da verdade, tanto em parte da imprensa, como da cartolagem, que objetivam distorcer fatos para garantir uma hegemonia ao ultrapassado, pessimamente localizado, e sempre perigoso Estadio do Morumbi.

É fato que um estádio com localização central, de fácil acesso, e que será modernizado com a construção da Arena, seria alvo de ataques por parte de todos aqueles que se beneficiavam com a eterna marcação de jogos no estádio do Jardim Leonor.

Mas com muita maestria, nossa diretoria conseguiu mais uma vez preservar nossos direitos, garantindo a marcação do segundo jogo das semi-finais em nossa casa, ou seja, o Glorioso Palestra Itália.

Era apenas isso que todos os Palmeirenses anseavam, não foi fácil, mas o objetivo maior foi atingido, servindo como exemplo inclusive, às futuras decisões que serão tomadas neste aspecto.

Em resumo, mal comparando com um evento conhecido de todos durante a Segunda Grande Guerra Mundial:

Não vencemos a guerra ainda, que na verdade será travada dentro de campo, mas com certeza já conseguimos garantir o desembarque de nossos guerreiros na Normandia, e agora cabe ao nosso comandante Luxemburgo, bem como dos soldados Palestrinos, chegar à Victória Final, Definitiva, e Incontestável.

Parabéns Palmeiras!

Hoje mais do que nunca, podemos todos dizer que “estamos no caminho certo”!!

Escrito por: throll
abril 11 2008 | Opinião | Sem comentários »

POR UMA FINAL DE CAMPEONATO JUSTA!!

Será que novamente veremos o time do Jd. Leonor ajudado nas finais do Paulistão 2008?
Nós torcedores, somos os consumidores do produto futebol e exigimos profissionalismo e isonomia por parte da Federação Paulista de Futebol.
Por que o Palmeiras não pode mandar os seus jogos em seu campo? De que adianta a um clube, ter o seu próprio estádio, cuidar de sua manutenção, reforma, se não pode receber seus torcedores em sua própria casa?
Por que todos os grandes clubes que disputam o Paulistão, puderam jogar nos campos do Mirassol, Sertãozinho, Guaratinguetá……..e agora não podem jogar no Palestra Itália? O Santos sempre mandou os seus jogos no estádio da Vila Belmiro, portanto os torcedores palmeirenses têm todo o direito de poder assistir às partidas de seu time no campo do Palmeiras, no Palestra Itália.
O Estádio da Sociedade Esportiva Palmeiras já foi palco de uma decisão de Libertadores e agora não serve para o Paulistão? Nem mesmo para as semi-finais?
O CONSUMIDOR DE FUTEBOL EXIGE UMA DECISÃO DE CAMPEONATO JUSTA! Chega de mutretas e acertos para favorecer a um único time, que ao longo dos últimos vinte anos se favoreceu técnica, financeira e politicamente, ao mandar TODOS os seus jogos “clássicos” em seu próprio estádio, mesmo quando o mando era do outro.
O Corínthians, por nunca ter tido estádio, se conforma em sempre ter que pagar aluguel, seja para a prefeitura, Portuguesa ou o time do Jd. Leonor. Não vai entrar nessa briga, nunca. Por rivalidade e questões políticas não tem interesse em jogar no interior ou no Estádio do Palestra. Na verdade, até prefere o Morumbi.
Já o Santos, tem o seu mando nos clássicos garantido na Vila Belmiro, o que faz que seu prejuízo seja bem menor que o dos outros grandes, mesmo tendo um estádio acanhado, antigo e sem qualquer segurança. O time do Jd. Leonor não se incomoda de jogar na Vila, pois a rivalidade entre eles é pequena, comparada com a rivalidade histórica e acirrada contra a Sociedade Esportiva Palmeiras e a colônia italiana.
E assim vão duas décadas em que o SPFC foi amealhando os aluguéis de todos os times grandes da capital, mesmo em jogos onde não estava presente, aumentando muito considerávelmente o seu poder financeiro, podendo comprar melhores jogadores a partir dessa fonte de receita monumental. Isso valeu aos donos do Morumbi (nem vamos aqui citar como “conseguiram” ser “donos” do estádio), várias conquistas de títulos, calcados no poderio econômico citado acima, e consequentemente, ótimas vendas de atletas para o exterior. E enquanto isso, os times adversários, pagadores de aluguel ao SPFC, se viam afundados em dívidas e com péssimos times e acabaram caindo em um círculo vicioso contrário ao do time do Jd.Leonor, sem conseguir enxergar a raiz do problema.
Mas o palmeirense não quer mais essa situação. Não vamos aceitar mandar os nossos jogos no Morumbi. Lá e a casa do SPFC e não a nossa. Lá até o gandula é são-paulino. A Federação não pode pensar apenas em suas próprias vantagens, esquecendo o maior consumidor, que é o torcedor. À Sociedade Esportiva Palmeiras, não interessa o lucro, a renda, e sim o campeonato.Não queremos o Palmeiras mandando seus jogos no estádio do adversário. A federação está nos tirando o mando de campo e não vamos aceitar jogar no Morumbi.
As razões existem às dezenas. Vamos citar alguns bons motivos, pelos quais o Morumbi não deve ser aceito pela S.E.Palmeiras em hipótese alguma:

- Não pode haver 2 jogos entre duas equipes, com mando de um mesmo time. O profissionalismo no futebol exige uma final de campeonato em igualdade de condições, para que os consumidores do “produto” futebol não sejam lesados.

- O estádio do Morumbi é altamente inseguro. Toda a região que circunda o estádio é formada por ruas residenciais desertas, propiciando todo tipo de emboscada contra o torcedor comum. Assaltos são usuais em dias de jogos. Sem contar as brigas de torcidas, que também explodem com mais violência no Morumbi.

- O Morumbi não tem estacionamento e nem trem e metrô próximos. Obriga o torcedor a ir de carro e deixar o seu patrimônio à mercê de flanelinhas. O uso de terrenos baldios como estacionamento é comum e são ínúmeros os torcedores que ao voltar encontram o seu carro arrombado e seus pertences furtados. A esposa do jogador Henrique, do Palmeiras, foi uma das vítimas mais recentes.

- A visão do jogo é péssima de qualquer parte do estádio, com exceção das cativas superiores. Só que em jogos decisivos elas são praticamente exclusividade dos sócios do time do Jd. Leonor. Nesse local, torcedores adversários são frequentemente hostilizados em caso de qualquer manifestação.

- O vestiário do time do Jd. Leonor, fica ao lado (literalmente) do vestiário dos árbitros!!!!! Fato esse que gera e facilita os “detalhes extra campo”, tão conhecidos de todos e que sempre decidiram finais. Não é a toa que o time do Morumbi “GANHOU” 80% das decisões que disputou em sua casa.

- O banco de reservas do time do Jardim Leonor fica ao lado (!!!!) do posicionamento do bandeirinha, e aí temos mais um ingrediente “extra campo”,que nunca deve ser desprezado.

- Nunca a torcida adversária comparece na casa do inimigo, com a mesma força que compareceria em seu próprio estádio, gerando mais um fator positivo para o time do Morumbi.

- Nos últimos 4 jogos em que o Palmeiras ganhou do time do Jd.Leonor, o jogo ocorreu em campo neutro: Pacaembu e interior.

- Finais são decididas em detalhes. Todos conhecemos as “minúcias” que decidiram o Brasileiro de 2007. Não podemos menosprezar a competência de nosso adversário em acertar esses “detalhes” em benefício próprio. Já usaram dos mesmos artifícios em 1972. Da mesma forma os usaram também em 2005, para não jogar a final da Libertadores no campo do Atlético/PR. Nossa diretoria não deve ser pretensiosa e ingênua a ponto de menosprezar todos esses “pormenores”.Os jogos finais devem ser decididos apenas dentro de campo e não nos bastidores, como é usual ao time do Jd. Leonor.

O PALMEIRENSE QUER TER O DIREITO DE ASSISTIR AOS JOGOS EM SEU ESTÁDIO!! É DIREITO NOSSO!!

CHEGA DE ARMAÇÕES!! JÁ PASSOU DA HORA DE MORALIZAREM O POBRE FUTEBOL BRASILEIRO!!

DIRETORIA PALMEIRENSE, FAÇAM COMO EM 1972 E NÃO ACEITEM MANDAR O JOGO NO MORUMBI, NEM QUE SEJA PRECISO LEVÁ-LO PARA O INTERIOR.

Escrito por: Clorofila
abril 06 2008 | Bastidores and Opinião and Palmeiras | 7 Comentários »

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